e


Cirandda
Danças Circulares para o Grupo de Mulheres do CAPS-AD de Campo Grande, MS

Beatriz Nantes¹



Resumo
Este trabalho preconiza expor e analisar os resultados terapêuticos obtidos durante a Oficina de Danças Circulares para as mulheres atendidas no CAPS-AD de Campo Grande, MS, focalizada por Beatriz Nantes, que ocorreu no período entre 19 e 28 de janeiro de 2010.
O movimento das Danças Circulares, criado pelo bailarino e coreografo alemão Bernhard Wosien, busca resgatar a tradição das danças de roda de todo o mundo e quando aplicada em caráter terapêutico, organizar e reestruturar o indivíduo através da expressão corporal e da vivência única e profunda das emoções.

Palavras-Chave: CAPS-AD; dependência química; grupo terapêutico para mulheres; danças circulares.




¹ Focalizadora de Danças Circulares certificada por William Valle, terapeuta corporal e graduanda do 4° ano de Psicologia na Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal – Uniderp Anhanguera.
Abstract
This paper proposes to expose and analyze the therapeutic results obtained during the Dance Workshop Circular for women cared for in CAPS-AD Campo Grande, MS, focused by Beatriz Nantes, which occurred in the period between 19 and 28 January 2010.
The movement of the Spiral Dance (circular dances), created by  the german dancer and choreographer Bernhard Wosien, tries to revive the tradition of the round dances from around the world and when applied in therapeutic effect, organize and restructure the individual through body language and the unique experience of the depth emotions.

Keywords: CAPS-AD; addiction, group therapy for women; spiral dances.

Introdução
O movimento contemporâneo das Danças Circulares, idealizado nos meados de 1976 pelo coreógrafo e bailarino alemão Bernhard Wosien na Comunidade Findhorn, no norte da Escócia, caracteriza-se pelo resgate de danças folclóricas de diversos povos do mundo, transformando a memória ancestral e consciência circular em uma prática plural a ser aplicada com varias finalidades, dentre elas a ação terapêutica para o resgate dos indivíduos.
Parte significativa do repertório utilizado pelo movimento das danças circulares é voltado para pessoas sem qualquer preparação anterior ou habilidade especial. Desta forma, estas danças podem ser aplicadas em diversos lugares enquanto instrumento de trabalho com grupos, promotor de saúde e de um estilo de vida ativo, além de instrumento de inclusão social de pessoas com diferentes vulnerabilidades.
O Grupo de Mulheres do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD) em Campo Grande, MS, atende mulheres de todas as idades com histórico de dependência de álcool e drogas. Neste grupo, atualmente com mulheres entre 30 e 50 anos, as mulheres são incentivadas a absterem-se das substâncias químicas e álcool e adquirirem novos hábitos sociais, re-estabelecendo o equilíbrio através da melhora da auto-estima e compreensão dos fatores que as levaram ao uso destas substâncias.
Durante o período compreendido entre os dias 19 e 28 de janeiro de 2010, estas mulheres participaram da Oficina de Danças Circulares – Cirandda, focalizada (termo utilizado nas danças para facilitador) por Beatriz Nantes, em aulas que aconteceram durante duas terças e quintas-feiras com duração de 1hora e 15 minutos cada. O grupo que variou entre 4 e 7 participantes durante o processo, teve a oportunidade de vivenciar danças de diversas partes do mundo, obedecendo a uma ordem gradual de dificuldade. Cada encontro propiciou a vivência de 4 a 6 coreografias, totalizando um repertório com 17 danças. Após cada encontro as mulheres tiveram a oportunidade de conversar sobre suas impressões e dificuldades, fazendo uma relação direta das danças com temas de suas vidas.
Cada um dos encontros contemplou um tema, sendo eles: O Eu, o outro e o grupo. No último encontro, foram contemplados todos os temas e o fechamento se deu com a sistematização das informações obtidas em uma tabela individual (exemplo no anexo). Cada mulher ficou com sua tabela para que possa recordar quando quiser as sensações experimentadas na Oficina.

1.0  As Danças Circulares enquanto instrumento terapêutico

As Danças Circulares, enquanto instrumento terapêutico, que celebra a integração, auto-conhecimento e auto-cura, possibilitam a expressão do melhor de cada indivíduo através da expressão de sentimentos, potencialidades e qualidades, muitas vezes ainda inconscientes. Desta forma, as Danças viabilizam a individuação do ser enquanto singular em plural, promovendo a consciência e impelindo à transformação.

Como as danças circulares não visam a performance perfeita ou técnica do bailarino, basta o desejo de fazer parte, é possível utilizá-las no processo de re-construção e valorização do movimento corporal individual, revelando a natureza gestual e sonora de um corpo orgânico e expressivo. O corpo é envolvido de forma integral em cada gesto, demandando a ação de corpo, mente e espírito. Neste contexto, as danças visam criar um espaço diferenciado para o compartilhar, espaço este no qual cada pessoa pode ser tocada em sua inteireza.


2.0         O Círculo como princípio

O círculo é a forma grupal mais antiga conhecida. A partir dele, é possível diversas outras configurações, possibilitando a expressão inteira do grupo, com diálogo e acolhimento.

No convívio com as mulheres foi possível perceber o quanto elas sofrem com o padrão patriarcal, retilíneo e hierárquico imposto pela sociedade contemporânea. Em seus relatos, a maioria citou a ansiedade e o estresse causado pela rotina aliado às atribuições sociais da mulher como sendo fator relevante no consumo do álcool e drogas.

Segundo Roig (1999), ao contrário dos homens, que em geral não atribuem o uso de substâncias a nenhuma ocorrência significativa, as mulheres iniciam o uso de substâncias após eventos traumáticos de pressão social e familiar. Em geral, são relatados mais problemas intrapsíquicos, como a depressão, baixa auto-estima e auto-confiança,  irritabilidade e dificuldade em prever os próprios sentimentos.

Partindo desta observação, foi possível adequar o repertório às necessidades destas mulheres, fazendo do círculo formado pelas danças circulares um local para partilhar valores, crenças e experiências, possibilitando uma análise individual e grupal de cada informação.

As danças se transformaram em um momento de encontro quando foi possível afirmar a identidade do grupo, em um exercício no qual existe a aventura de expor o conteúdo de forma alternativa à verbalização.
Sem hierarquia definida, com mediação, em um ambiente com foco mútuo, estabilidade e acolhimento, foi possível resgatar a essência feminina destas mulheres, mostrando a elas a existência de uma forma social alternativa e mais saudável. Neste momento foi possível implantar a consciência do círculo como princípio, onde todas puderam se expressar enquanto mulheres e reconquistar seus valores mais essenciais.

Estas mulheres experimentaram a forma de pensar circular, diferente do pensamento retilíneo, absoluto e estéril. Elas se abriram ao diálogo, ao acolhimento da dúvida e da diversidade, à reconquista de uma nova forma de agir, ser e pensar. Tiveram a oportunidade de experienciar a alteridade em circularidade.

Perceberam-se como parte do todo, mesmo sendo indivíduo, porque quando se dança em círculo, se dança em coletividade, de mãos dadas. Reafirmaram-se quando foram chamadas a contemplar seus ritmos, a singularidade comparadas aos ritmos das outras mulheres. Aprenderam a caminhar juntas, lado a lado, respeitando e aceitando o ritmo próprio, do outro e do grupo.


3.0         As Mandalas Dançantes: dança e psicologia em uma só prática

Durante a Oficina de Danças Circulares, o grupo de mulheres foi chamado a contemplar corporalmente as formas geométricas que compõem as danças de roda e dançar cada símbolo percebendo-os em si mesma, avaliando facilidades e dificuldades de cada movimento sozinho e em grupo. Perceberam que cada movimento é natural ao corpo e com a prática e repetição eles se tornam automáticos, sendo possível entrar em um estado de serenidade e contemplação em dança.

Wosien lembrou este aspecto único das danças quando as classificou enquanto meditação ativa. Presentes desde tempos imemoráveis, as danças em roda contêm a ligação ancestral e a sabedoria universal. Dançando, nos colocamos em a-tenção; o ideal para acessar esta vasta gama de informações.

Segundo Sirlene Barreto (2002,p.20)

Aquele que sabe compreender a dança sagrada conhece o caminho que liberta da ilusão individualista, pois a dança é sua própria natureza, sua vida espontânea total para além de todos os fins particulares e limitados: ele se identifica com o movimento rítmico do todo que o habita. Ela nos revela que o sagrado também é carnal e que o corpo pode ensinar o que o espírito desencarnado não conhece: a beleza e a grandeza do ato quando o homem não está separado de si mesmo, mas inteiramente presente no que faz.

Barreto (2000, p.16) afirma:

Nas danças sagradas as pessoas concentram mais na experiência pessoal e na essência das danças do que na autenticidade dos passos. Dançando nos círculos as pessoas podem melhorar e enriquecer suas vidas, física, emocional, mental e espiritualmente, irradiando essa transformação para todos aqueles com quem entram em contato.


Em cada dança em roda, é possível observar simetria e ritmo. Dentro deste contexto, podemos descrevê-las como sendo mandalas dançantes, que os corpos em dança desenham geometricamente no espaço. Assim, as danças circulares de Wosien unem os benefícios da dança (físico, emocional e espiritual)  às teorias de individuação descritas por Jung.
Carl Gustav Jung, afirmava que as mandalas (palavra em sânscrito para círculo), representavam o Self e a busca por individuação.  Não só ele, mas também Chevalier e Gherbrantt (2001, p. 585), explicam que a mandala é, concomitantemente, a imagem e o motor da ascensão espiritual (termo este aqui aplicado para descrever o humano em bem estar essencial, não tendo caráter religioso), que procede de uma interiorização cada vez mais elevada da vida. É ainda através de uma concentração progressiva do múltiplo no uno que o eu pode ser integrado no todo e o todo reintegrado no eu. C. G. Jung recorre à imagem da mandala para designar uma representação simbólica da psique, cuja essência nos é desconhecida. Observou que essas imagens são utilizadas para consolidar o mundo interior e para favorecer a meditação em profundidade.

Moacanin (1999) procura, por sua vez, estabelecer uma síntese da relação da psicologia junguiana com o budismo tibetano em sua maior profundidade. Sinaliza que as mandalas são realmente um símbolo importante porque suas imagens contêm elementos opostos, agrupados em torno de um núcleo central.

Moacanin diz:
“desse modo revela para o discípulo a interação de forças que operam no Cosmos, bem como dentro da própria psique” (p. 85).

Esta proposta extrapola a visão unilateral e instaura um campo de ação plural.  Nas danças circulares as obras são construídas em grupo por meio de signos e gestos individuais, contemplando forma, movimento e ritmo de forma integral. Tal ação permite a abstração, obtida através da vivência e a consciência da mesma.


4.0         O simbolismo do movimento

Para dançar é necessário o movimento. Movimento este, que vai além das questões físicas. A dança enquanto instrumento terapêutico mobiliza o indivíduo integralmente.  Desta forma, as mulheres que compuseram o círculo da oficina de danças circulares tiveram que se mobilizar físico, psíquico e socialmente, trabalhando questões de motricidade, ritmo, equilíbrio, postura, auto-estima, respeito, cooperação entre outros.

As danças circulares são um convite para a autoconsciência pois promovem um resgate daquilo que somos, rompendo couraças físicas e emocionais em um ambiente sadio e cooperativo.


4.1         Geometria corporal e expressão

Surgida em 1997 como parte da dançaterapia e aplicada a várias modalidades de dança, geometria corporal é o termo que define o uso da metafísica como recurso didático para o ensino da dança.
Os experimentos tiveram início pelo estudo da Gestalt e da Semiótica, numa "leitura semântica" do movimento como forma, e, posteriormente, mais estudos foram sendo agregados, de modo a acrescentar fundamentos à prática e estruturá-la no caminho da eficácia. Portanto, a idéia que originou esta estrutura metodológica, baseou-se em diversos estudos, entre eles:
·  A Psicologia Formativa de Stanley Keleman;
·  As couraças musculares de Reich;
·  A Geometria Filosófica de Robert Lawlor.
Segundo a Gestalt, o cérebro possui um circuito de reconhecimento de padrões. Isso significa que somos matematicamente programados para perceber as formas do mundo físico, o que quer dizer que a simbolização é uma função básica da mente (Cetta e Ward, 1994) - e por isso a experiência com a geometria em dança foi bem sucedida: a geometria é uma linguagem universal e biológica (Tuan, 1974), (Lawlor, 1996), (Jung, 1964).
Com base nestes estudos, na visão do método, o mundo é constituído por formas: assim como movimento tem forma, os diversos tipos de dança que existem, foram percebidas, e então concebidas, como linhas vivas, linhas em movimento, que em sua abordagem poética "conversam" através do corpo do bailarino(a).
Na Geometria corporal expressiva, os estilos de dança são resultados de diferentes tipologias (tipos de formas) de movimentos, que conferem uma plástica única a cada tipo de dança. O aprendizado da dança passa pela estrutura ideológica das formas: quadrado, círculo, triângulo, oito, curvas, retas e variações, não necessária e obrigatoriamente nesta ordem, utilizando gráficos geométricos que representem os eixos e planos corporais de acordo com cada tipo de dança.
Na sua prática, o corpo tem a oportunidade de contar a sua história, sobre o passado registrado em sua musculatura e órgãos internos, ou seja, se existir um processo de somatização de couraças musculares, a Geometria corporal expressiva, auxiliará em algumas destas dificuldades de expressão e de leitura corporal.
A Geometria corporal expressiva também pode ser coadjuvante dos métodos de Feldenkrais, Laban, dos 5 Ritmos de Gabrielle Roth e da Bioenergética de Alexander Lowen.
Se a geometria utilizada como ferramenta visual e cinestésica, é apresentada através de gráficos, cujas linhas e formas representam a intenção do movimento a ser executado, a metafísica assegura a interpretação da metáfora da forma desenhada pelo corpo. Logo, a expressão do movimento é melhor representada, se sua estrutura morfológica for bem compreendida, isto é, quando o movimento como forma é legível, sua interpretação pode ser mesurada. Por essa razão, o método também é chamado de "metaforma e movimento". Apenas uma outra denominação para mencionar sua intenção e acentuar o intuito terapêutico.
A musculatura corporal também codifica emoções e as simboliza em sua linguagem corporal. Logo:
·  Representar uma idéia em movimento é uma das funções da dança;
·  Dominar a expressão corporal, controlar a postura e os movimentos, sentir os intuitos da música, são elementos de um mesmo processo: linhas em movimento no corpo são capazes de emocionar.

5.0  A Dinâmica dos encontros

Cada um dos quatro encontros da oficina aconteceu no espaço arteterapêutico do CAPS-AD de Campo Grande, MS, nos dias 19, 21, 26 e 28 de janeiro de 2010, com duração de 1h e 15 minutos.

O encontro era iniciado com alongamento e aquecimento. Após, as danças eram ensinadas uma a uma seguindo um padrão e nível de dificuldade criterioso.

Cada encontro contemplou de 4 a 6 coreografias (listagem no anexo). Após, as mulheres sentavam-se em círculo para uma conversa informal sobre as percepções e vivências do encontro.


5.1      O fechamento de cada encontro

Durante o fechamento de cada encontro, as mulheres contempladas pela oficina tiveram a oportunidade de fazer comparações entre aquilo que foi vivenciado no círculo e como elas lidam com as mesmas situações em suas vidas.

Apareceram questões relacionadas à submissão, depressão, ansiedade, insegurança, auto-exclusão, além da baixa auto-estima e auto-imagem inadequada. Todos estes temas foram discutidos abertamente no grupo, mostrando que no geral todas enfrentam dificuldades semelhantes e que se elas se entregarem ao tratamento terapêutico proposto pela equipe multidisciplinar do CAPS-AD será possível restaurar o que foi perdido, construindo indivíduos fortes e aptos ao retorno social.

No final de cada encontro, as mulheres receberam (através de sorteio) palavras referentes ao que estava latente, o que as ajudou a sintetizar o momento e manter o foco.

Cada encontro possibilitou que as mulheres vivenciassem e contemplassem as relações consigo mesmas, o outro e o grupo. Estas vivências, propiciadas por uma seleção criteriosa de coreografias (anexo), com interpretação da geometria corporal e o respaldo adequado, as mobilizaram para a mudança de paradigmas e reestruturação de seus valores, o que se continuar sendo trabalhado por elas nas reuniões do CAPS-AD, garantirá o sucesso do tratamento como um todo.


Resultados

Durante os quatro encontros da Oficina de Danças Circulares – Cirandda, no CAPS-AD de Campo Grande, MS, ocorrida entre os dias 19 e 28 de janeiro de 2010, com duração total de 5 horas, as mulheres assistidas pelo CAPS-AD tiveram a oportunidade de conhecer 17 coreografias de roda de diversas localidades do globo, coreografias estas, criteriosamente escolhidas para atender às necessidades terapêuticas do grupo.

O grupo mostrou bastante dificuldade motora e despreparo físico, denunciando a falta de atividade física tão necessária no processo terapêutico. A adequação do repertório também se deu por esta limitação física apresentada pelo grupo.

As participantes mostraram-se bastante interessadas e ativas, não faltando aos encontros e se esforçando para acompanhar o ritmo de trabalho necessário para a conclusão da oficina.

Durante os encontros foram compartilhados e trabalhados temas como: insegurança, ansiedade, depressão, auto-estima, postura perante a vida, auto-exclusão, somatizações, papéis femininos na sociedade e, sobretudo, a forma como cada uma pretende re-estabelecer a saúde.  O resultado foi uma conversa de caráter informal que tomou proporções terapêuticas e re-afirmaram os propósitos do tratamento no CAPS-AD, fazendo cada membro do grupo conscientizar-se do seu papel enquanto frequentadora do Centro de Atenção Psicossocial.

No último encontro do grupo, as mulheres fizeram um balanço de tudo o que foi vivenciado, recordando cada momento e eternizando em uma tabela confeccionada especialmente para esta oficina (anexo), para que quando desejarem possam relembrar o propósito do tratamento ao qual estão se submetendo.


Conclusão

Concluímos, portanto, que as Danças Circulares são um instrumento terapêutico pertinente ao tratamento de usuários de álcool e drogas e que poderiam sim fazer parte da rotina do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS-AD.

As danças sensibilizam e trabalham simbolicamente os pontos que muitas vezes não são acessados em terapia verbal. Quando atreladas ao processo terapêutico de grupo tradicional, potencializam-se permitindo um tratamento do indivíduo por completo, deixando uma marca permanente na vida de cada um dos participantes da Oficina.

Não existe nada mais tocante e acessível à memória afetiva do que a estimulação sensorial. A dança estimula todos os sentidos, propiciando uma vivencia por completo e íntegra de cada momento. A música fica na mente dando o tom e marcando o compasso cada vez que é necessário resgatar uma memória. A coreografia afirma tudo isso, mostrando que somos parte do todo, sendo todo. Basta se permitir estar presente.

Assim, os resultados obtidos nesta Oficina são um convite à implantação das Danças Circulares no ambiente de atenção psicossocial, dada a sua simplicidade, viabilidade e eficácia.








Referência Bibliográfica

ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção Visual – Uma Psicologia da Visão Criadora. São Paulo: Ed. Pioneira; 2000.
BARTON, A. Danças Circulares: Dançando o Caminho Sagrado . São Paulo, Triom, 2006.
BARRETO, S. Danças Circulares Sagradas: Um caminho de educação e cura. Revista Danças Circulares Sagradas – Viva Melhor Especial. São Paulo. Ed Escala, 2003.
CAIRO, Cristina. Linguagem do Corpo: aprenda a ouvi-lo para uma vida saudável. São Paulo: Mercuryo; 1999.
CAMPBELL, Joseph, MOYERS, Bill. O Poder do Mito. São Paulo: Palas Athena; 1995.
FRANZ, M-L. Conclusão: A Ciência e o Inconsciente. In: Jung CG. O Homem e seus Símbolos. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira; 1964.
FILHO, João Gomes. Gestalt do Objeto - Sistema de Leitura Visual da Forma. São Paulo: Escrituras Editora, 2000.
GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto alegre: Artes Médicas; 1995.
GETTY, Adele. A Deusa. Madri: Edições Del Prado; 1997.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Editora Objetiva; 1995.
J. WEINECK. Anatomia aplicada ao esporte. 3º edição: São Paulo: Editora Manole; 1990.
JUNG, C. G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Petrópolis: Vozes, 2002.

KAËS, R. Os Espaços Psíquicos Comuns e Partilhados. Transmissão e Negatividade. São Paulo Casa do Psicólogo, 2005 b

KELEMAN, Stanley. Anatomia Emocional. São Paulo: Summus; 1992.

KELEMAN, Stanley. Corporificando a Experiência – Construindo uma vida pessoal. São Paulo: Summus;1995.

LUNDQUIST, John M. O Templo. Madrid: Edições del Prado, 1997.

MOACANIN, R. A Psicologia de Jung e o Budismo Tibetano. São Paulo: Cultrix, Pensamento, 1999.
PENNA, Lucy. Dance e Recrie o Mundo. São Paulo: Ed. Summus, 1997.
ROTH, Gabrielle. Os Ritmos da Alma – o movimento como prática espiritual. São Paulo: Ed. Cultrix; 1997.
SILVA, Elvan. Arquitetura e Semiologia – Notas sobre a Interpretação Lingüística do Fenômeno Arquitetônico. Porto Alegre: Sulina; 1985.
TUAN, Yi-fu. Topofilia. São Paulo: Difel; 1974.
VACHERET, C. Et al, Pratiquer les médiation en Groupes Thérapeutiques . Paris: Dunod , 2002.
WOSIEN, Maria-Gabrielle. Danças Sagradas. Madri: Edições Del Prado; 1997.
WOSIEN, Maria Gabrielle . Danças Sagradas: Deuses, mitos e ciclos. São Paulo . Ed Triom; 2002.


Audio Visual - CETTA, Denise S., WARD, Jonathan: Beleza – Harmonia e Perfeição (video). São Paulo: Vídeo Abril; 1994. 50 min.